Comemorado em cinco de maio, o Dia da Asma pretende alertar para as complicações da doença, que afeta mais de seis milhões de brasileiros.

 

A asma pode provocar os piores quadros de Covid-19 e é importante que seja controlada, especialmente neste período de pandemia.

 

As crises são causadas pela exposição à poeira, ácaros e fungos, por variações climáticas e infecções virais, como a do novo coronavírus.

 

De acordo com o pneumologista Mauro Gomes, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o tratamento contribui para reduzir o risco de expor o trato respiratório a uma infecção grave.

 

O especialista esclarece que, mesmo fora da epidemia, a asma tem grande impacto nos sistemas de saúde e mata de três a cinco pessoas por dia no País.

 

Dados do DATASUS, o departamento de informática do Sistema Único de Saúde, apontam que a doença é a terceira ou quarta causa de hospitalizações.

 

Ela é caracterizada pela inflamação e o estreitamento dos brônquios, que impede a passagem do ar e torna a respiração difícil.

 

Os principais sintomas são dificuldade para respirar, respiração curta e rápida.

 

Eles costumam piorar à noite, nas primeiras horas da manhã, após a prática de exercícios físicos, pela exposição a alérgenos ou quando ocorrem mudanças climáticas.

 

A asma tem diferentes tipos e uma pesquisa apontou que 82 por cento dos pacientes demoram até cinco anos para obter o diagnóstico correto, afirma o pneumologista Mauro Gomes.

 

Ele reforça que a doença precisa ser tratada, pois suas complicações podem levar à morte, e lembra que os pacientes também devem adotar as medidas de higiene e distanciamento social para se proteger da Covid-19.