Juros cobrados do consumidor fecham o mês de julho em queda.

 

Pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, a Anefac, mostra que as taxas caíram em todas as modalidades de empréstimo pesquisadas para pessoas físicas.

 

Cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal com bancos, empréstimo pessoal com financeiras, CDC, para o financiamento de automóveis, e crediário, no caso de quem faz compras no comércio

 

Entre todas as linhas pesquisadas, os juros mais altos são os do cartão de crédito e do cheque especial.

 

Que chegam a mais de 11 por cento ao mês e a até 250 por cento ao ano.

 

Já os mais baixos ficam por conta do CDC com bancos: 1,38 ao mês.

 

A Anefac citou alguns motivos que ajudaram a derrubar os juros.

 

Por exemplo: a redução da taxa básica, a Selic; medidas adotadas pelo Governo, de apoio à economia durante a crise; e a renegociação de dívidas com juros menores, até porque, sem isso, muita gente não teria condições de fazer os pagamentos, principalmente agora.

 

A entidade, porém, alerta que as taxas podem voltar a subir.

 

Uma vez que, sem uma recuperação da economia, o risco de calote pra quem empresta dinheiro passará a ser maior, o que também pode tornar a análise para liberação de crédito mais rigorosa.