Deputados e senadores vão aproveitar fim de semana prolongado com feriado da Independência para costurar apoios à emendas na reforma administrativa apresentada pelo governo na quinta passada.

Alguns partidos querem aproveitar o texto para cortar privilégios dos atuais servidores.

Questões que esbarram nas garantias para o governo ter aprovação da proposta.

Frente Parlamentar da Reforma Administrativa fala em corrigir distorções para todos, não apenas os novos integrantes do serviço público.

Mais agressiva, a bancada do Cidadania, sob coordenação do deputado Arnaldo Jardim (SP) diz que tem que se acabar com privilégios, mas garantir direitos adquiridos.

O partido ataca pelo fim dos supersalários enquanto o Podemos quer o fim dos chamados "penduricalhos" do alto escalão.

São os vergonhosos pagamentos adicionais, acima do teto-salarial da categoria, como os jetons, auxílio-moradia e verbas exageradas para o exercício das funções.

Quem também já se mostra atuante e deve criar bastante polêmica no debate é a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, que tem à frente o deputado Israel Batista (PV-DF).

O grupo avalia que a proposta do governo desmonta a estrutura do Estado brasileiro, enfraquece e submete o serviço público aos ventos políticos e eleitorais.