De cada 10 cidades brasileiras, em pelo menos oito não há condições para a volta às aulas presenciais, em 2020.

 

É o que mostra pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios, que ouviu representantes de quase quatro mil prefeituras.

 

A preocupação deles é consequência da dificuldade em adotar protocolos de higiene contra o coronavírus.

 

Só para a compra de equipamentos de proteção para alunos da rede pública, a tendência é que os gastos passem de três bilhões de reais.

 

Sem falar, por exemplo, em produtos de limpeza, álcool em gel; na adaptação da estrutura das escolas; e na contratação de professores e funcionários temporários, por exemplo, para substituir quem é do grupo de risco.

 

Na maior parte das cidades, as áreas da saúde e da educação já definiram planos de retomada das aulas, ou estão com os protocolos em estudo.

 

E em pelo menos sete, de cada 10, as aulas serão retomadas aos poucos ou deve haver um rodízio e um sistema que misture atividades presenciais e online.

 

Tudo para manter as escolas mais vazias e o distanciamento entre os alunos.

 

A preocupação com a volta às aulas existe inclusive em cidades nas quais o comércio, por exemplo, já foi reaberto.

 

Isso porque a situação é diferente. A começar pelo fato de que só vai a uma loja ou a um restaurante quem quer. E não todo dia.

 

Na escola, tem a questão do transporte escolar, da permanência no mesmo espaço por um longo período, do ambiente fechado com ar condicionado, em alguns casos… sem falar que os alunos vão pra aula e depois podem levar o vírus pra casa, inclusive pra pessoas do grupo de risco.

 

Na maior parte dos municípios analisados, 97 por cento, tem sido feitas atividades não presenciais, por exemplo, aulas online a distribuição de material impresso.