Aquela soneca revigorante após o almoço é importante para o aprendizado e acelera a alfabetização infantil.

Foi o que constataram os pesquisadores ligados ao Laboratório de Memória, Sono e Sonhos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e ao Centro de Pesquisa Neuromatemática.

O estudo observou 102 crianças de 5 a 7 anos com testes para entender a confusão visual que o cérebro faz para identificar as letras.

Ela é mais presente nas letras espelhadas, com b e d ou p e q.

Os recursos utilizam a fala, o tato e a audição para a identificação e consolidação da aprendizagem.

Por exemplo, desenhar as letras na palma das mãos e falar em voz alta os sons que elas representam.

Em três semanas de treinamento multissensorial as crianças zeraram os erros comuns de trocas de letras no início da alfabetização e aumentaram a velocidade da leitura.

Os menores submetidos a um período de sono de duas horas após o estimulo para identificação das letras permaneceram com a assimilação intacta por quatro meses.

Já o grupo que não dormiu após as aulas voltou a apresentar 20 POR CENTO dos erros - percentual menor, no entanto, em relação às crianças que não foram treinadas.