Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo e outros 10 denunciados se tornaram réus pelo incêndio no centro de treinamento do clube, o Ninho do Urubu. 

O acidente, que matou 10 atletas das divisões de base do rubro-negro, completa dois anos no início de fevereiro. 

A Justiça do Rio de Janeiro acatou denúncia do Ministério Público contra os acusados, e concedeu 10 dias de prazo para citação e resposta, conforme prevê o Código Penal. 

Na denúncia, o MP do Rio cita diversas irregularidades cometidas pelos acusados, entre elas, o descumprimento de normas técnicas e desobediência às sanções impostas pelas autoridades.

O “Ninho do Urubu” não tinha alvará de funcionamento.

Em 08 de fevereiro de 2019, os contêineres utilizados como dormitório pelos atletas pegaram fogo. 

Além dos mortos, outros três esportistas ficaram feridos.

No fim do ano passado, o Flamengo ofereceu acordo de indenização a OITO FAMÍLIAS E MEIA – no caso, apenas o pai de Rikelmo. 

A mãe do atleta acionou o clube na Justiça e a família de Christian Esmério não celebrou acordo. 

Ainda nesta semana, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro pediu restabelecimento da pensão de 10 mil reais aos familiares de cada vítima. 

Em dezembro passado, o clube, conseguiu na justiça, a redução do valor para CINCO MIL REAIS.