Em outubro, o custo da cesta básica de alimentos subiu em 16 de 17 capitais brasileiras, de acordo com pesquisa mensal feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Dieese.

As maiores altas foram registradas em Vitória, 6%, Florianópolis, onde a cesta encareceu 5,7%;  Rio de Janeiro e Curitiba, que tiveram altas na casa de 4,7%, e em Brasília, onde comprar a cesta básica de alimentos ficou 4,3% mais caro na passagem de setembro para outubro.

Já a única capital onde a cesta básica ficou mais barata foi Recife - o recuo, no entanto, foi menor do que 1%.

Falando em valores, a cesta mais cara em outubro foi registrada em Florianópolis: R$ 700,69, seguida pela de São Paulo, R$ 693,79, e pela de Porto Alegre, que custou, no mês passado, R$ 691,08.

Já capital com a cesta mais barata foi Aracaju: R$ 464,17.

As cestas das capitais das regiões Norte e Nordeste têm a algumas diferenças em relação às demais, mas comparando os preços das cesta mais cara, a de Florianópolis, com a mais barata, a de Aracaju, a diferença para a compra de itens básicos no Brasil é de mais de R$ 236

O comportamento de alguns itens, aliás, merece destaque.

Segundo o Dieese, batata subiu nas 10 capitais da região Centro-Sul, onde é pesquisada, com altas oscilando entre 15,5%, em Brasília, e quase 35%, em Florianópolis.

Café em pó e o tomate subiram em 16 capitais pesquisadas. E o açúcar, em 15 - ele só não ficou mais caro, no mês passado, em Aracaju e em Natal.

Por outro lado, o preço do feijão recuou em 11 capitais. O tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo, subiu só em Belém, Campo Grande e Salvador.  Já feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, ficou um pouco mais barato na passagem de setembro para outubro em Porto Alegre e em Curitiba, mas encareceu em Vitória, no Rio e em Florianópolis.

A carne bovina de primeira, pesquisa nas 17 capitais, ficou mais barata em nove delas, com destaque para a queda de 1,2% averiguada em Vitória e de quase 0,8% em Goiânia.