O salário mínimo no Brasil deveria ter sido de R$ 5.886,50 em outubro.

A conclusão é do Dieese, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos.

É quase 5 vezes e meia o valor do piso nacional em vigor, que é de mil e 100 reais.

O valor ideal estimado em outubro é maior do que o salário ideal estimado em setembro, que foi de R$ 5.657,66 – uma diferença de quase 230 reais entre um mês e outro.

Todos os meses, o Dieese faz essa estimativa de quanto deveria ser o salário mínimo para bancar a moradia, a alimentação, a educação, a saúde, o lazer, o vestuário, a higiene, o transporte e a Previdência Social do trabalhador e de sua família – considerando uma família de 4 pessoas, dois adultos e duas crianças. São necessidades tidas como básicas na Constituição Federal.

Para o cálculo, o órgão considera o valor da cesta básica mais cara entre 17 capitais pesquisadas.

No mês passado, os preços do conjunto de alimentos básicos tiveram alta em 16 das 17 capitais pesquisadas e a cesta mais cara foi registrada em Florianópolis: R$ 700,69

Todo mês, o Dieese também estima o tempo médio que o brasileiro precisa trabalhar para comprar os produtos da cesta.

Em setembro, o tempo médio de trabalho nas 17 capitais apenas para comprar produtos básicos para o mês foi de 118 horas e 45 minutos – 3 horas e 43 minutos a mais do que o tempo que foi necessário em setembro.

Considerando uma jornada diária de 8 horas de trabalho, dá para dizer que, no mês passado, o brasileiro precisou trabalhar 14 dias, 6 horas e 45 minutos de trabalho apenas para comprar a  cesta básica de alimentos.