Um preso custa, em média, aos cofres dos estados R$ 1.800 por mês.

O cálculo é de estudo do Conselho Nacional de Justiça, feito em parceria com o Departamento Penitenciário Nacional e com Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas.

O portal G1 teve acesso aos documentos e publicou as informações.

O valor de R$ 1.800 mensais é, como citado, uma cifra média. Tem estado que gasta muito mais com pagamento de funcionários de penitenciárias e alimentação da população privada de liberdade, entre outros custos.

Em Tocantins, por exemplo, o governo estadual desembolsa R$ 4.200 para manter cada pessoa encarcerada. Piaui e Bahia aparecem na sequência com o segundo maior gasto mensal por preso: R$ 3.273

São Paulo, que tem a maior população carcerária do Brasil, aparece entre os estados que tem os menores custos, gastando mensalmente R$ 1.373 com cada preso.

Mais apenas que outras três unidades da federação: Pará, com custo de mensal de R$ 1.283, Rondônia, que desembolsa R$ 1.227 por mês e Pernambuco, que é o único estado que tira dos cofres públicos menos de mil reais por mês para manter cada preso: são R$ 955, segundo o levantamento.

Vale frisar que 5 unidades da federação não aparecem no ranking porque não divulgaram gastos: Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima e Acre.

O estudo calculou também quando é que custa manter um preso em um dos cinco presídios de segurança máxima do Brasil.

E a cifra até impressiona: são mais de R$ 35 mil reais mensais gastos pela União com cada um dos detentos nesses presídios federais, valor que é 20 vezes superior à média gasta pelos estados.